Revista Brasileira de

Terapias e Saúde



Luciana Vieira Castilho-Weinert, Angelina de Carvalho Saloni, Cláudia Diehl Forti-Bellani. Reavaliação da efetividade da terapia do uso forçado em um paciente portador de acidente vascular periférico. Revista Brasileira de Terapias e Saúde, v. 2, n. 1, p. 13-20, 2011.

DOI icon10.7436/rbts-2011.02.01.03 PDF



Resumo: Contextualização: A terapia do uso forçado consiste na imobilização e na restrição do uso do membro superior não parético do indivíduo com hemiparesia, geralmente causada por um Acidente Vascular Encefálico. Esta terapia tem o objetivo de estimular a maior utilização do membro superior parético e desta forma reverter as possíveis sequelas. Objetivo: Este estudo avaliou a permanência dos ganhos funcionais de um indivíduo com diagnóstico de AVE 10 meses após ter sido submetido a Terapia do Uso Forçado. Verificou-se se esta permanência foi total ou parcial, e, analisou-se a necessidade de acompanhamento e de novas intervenções para que o ganho se perpetue. Material e Métodos: O estudo foi um relato de caso, de caráter quali-quantitativo. Avaliou-se um sujeito com hemiparesia a esquerda, secundária a um AVE, submetido a Terapia do Uso Forçado por 6 horas diárias, durante 2 semanas consecutivas. Este voluntário participou de 3 momentos de avaliação, uma inicial, outra após 2 semanas de tratamento e outra após 10 meses. O protocolo de avaliação incluiu a Escala de Função Brunnstrom, a Escala Modificada de Ashworth, a Escala de Oxford, a goniometria de movimentação ativa, e o tempo de execução do movimento. Resultados: O tempo de execução das atividades e a função manual se apresentaram melhores apenas que a avaliação inicial, o tônus muscular aumentou, e a força muscular e a amplitude de movimento melhoraram. Conclusão: Os resultados foram significativos se comparados com aqueles obtidos na avaliação inicial, em todas as escalas. A Terapia do uso Forçado demonstrou-se eficiente na funcionalidade do membro superior parético, mesmo após 10 meses de sua realização. Para a obtenção de melhores resultados necessita-se de uma intervenção continuada durante este período.

Palavras-chave: Terapia do uso forçado, Acidente vascular encefálico, Hemiparesia.

Abstract: Contextualization: The forced-used therapy is the immobilization and use restriction in the upper limb not paretic in stroke. This therapy aims to stimulate the larger use of paretic upper limb and minimize the dysfunction. Objectives: This study evaluated de functional acquisition permanence in stroke ten months after the forced-used therapy. We verified if this permanence was total or partial and the necessity of monitoring and new interventions to this acquisition maintenance. Methods: The study was a case relate with quali-quantitative features. It was assessed an individual with left hemiparesis, secondary to a stroke, submitted to forced-used therapy six hours a day, during two weeks. The volunteer participated of three assessments, an initial, other after the two weeks of forcedused therapy, and another ten months after this intervention. The assessment protocol included Brunnstrom Function Scale, Ashworth Modified Scale, Oxford Scale, active movement goniometry and movement time execution. Results: The movement time execution and the manual function were better if compared with the initial assessment, the muscle tone enhanced and the muscle strength and the movement extent were better. Conclusion: The results were significant when compared with those before the therapy. The forced-used therapy application was efficient in the functionality of the paretic upper limb after ten months. However, to obtain better results it is necessary continuous intervention during this period.

Keywords: Forced-used therapy, Stroke, Hemiparesis.


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